Facebook Pixel

Processos de Aprendizagem - Pood Blog

Processos de Aprendizagem

Processos de Aprendizagem

Olá Coaches! Tudo bem? Vamos aproveitar este espaço para compartilhar experiências e muito conhecimento, para que possamos incansavelmente buscar a excelência na nossa missão diária. Separei por tópicos os assuntos que, na minha visão, nos ajudam a sermos Coaches e Gestores melhores, trabalhando com eficiência e gerando um ambiente de altíssima produtividade. Para começar, vamos aprender como os nossos alunos aprendem.
Toda aprendizagem acontece de forma sistêmica, seja ela neural ou motora. No caso específico das aulas coletivas, devemos nos atentar para o perfil do nosso aluno e como ele assimila o que está sendo passado.
É comum que, quando nosso aluno nunca vivenciou determinado padrão de movimento, se sinta um pouco “perdido” durante a aula. É nessa hora que devemos mudar o processo pedagógico de forma a se adaptar à realidade de cada um. Nessa etapa, vamos notar, que a maioria das pessoas aprende por associação – de um comando de voz ou de um determinado gesto. Por isso, é de suma importância diferenciarmos os três tipos mais comuns de alunos – o Visual, o Auditivo e o Sinestésico. Entraremos em detalhes mais adiante.

A recomendação para uma aula mais fluida e sem gargalos, é que nos preparemos com antecedência e que tentemos visualizar os piores cenários possíveis, ou seja, o que poderia acontecer de “Pior” onde ninguém aprenderia movimento algum. Daí em diante, focamos nosso processo pedagógico e nossa metodologia de aula com o objetivo de sanar esses problemas e fazer com que o maior número de pessoas ao menos vivencie um padrão de movimento fora da sua rotina “Normal”.

[caption id="attachment_1073" align="aligncenter" width="800"]Coach Dan - Aprendizagem e Triagem Coach Dan - Aprendizagem e Triagem[/caption]

Durante a aprendizagem, é importante estarmos atentos a duas perspectivas. A primeira, e que pode atrapalhar ao invés de ajudar, é o Over Coaching – tópico que abordaremos mais pra frente. Aqui, seja por ansiedade de ver seu aluno desempenhar a tarefa mais rápido ou a falta de uma triagem de correções, o excesso de dicas verbais e táteis pode fazer com que a pessoa fique mais confusa do que já estaria naturalmente. A segunda perspectiva é a de não deixar o aluno vivenciar determinado movimento, tentando corrigir repetição após repetição. Pense: se o seu aluno NUNCA realizou determinado padrão, e, ainda que a técnica não esteja limpa e com a consistência que desejamos, não tem problema deixa-lo viver o movimento durante algum tempo antes de efetuar uma nova correção. Não conseguir fazer uma única repetição antes de ganhar uma nova correção pode cansar, e, ainda pior, frustrar o seu aluno. E uma vez frustrado, fica difícil recuperar o encanto pela modalidade. Às vezes, como vamos observar daqui pra frente, menos é mais.

Mais importante do que dar a dica correta, a correção tátil eficiente, ou demonstrar um exercício com a técnica perfeita, é entender que cada aluno tem seu tempo. Que devemos programar nossas aulas e nosso cronograma pensando em como ensinar de forma inteligente. Lembre sempre: nossos alunos não têm obrigação alguma de saber determinado exercício. Mas nós temos a obrigação de ensina-los da melhor forma possível. 

Triagem

Um dos tópicos que mais discuto em Treinamentos e Consultorias é a Triagem. Uma ferramenta única, que permite o Coach a exercer o seu papel com maestria. Mas do que se trata, afinal de contas?
Imagine uma situação onde seu aluno está executando o movimento de “Air Squat”, ou simplesmente agachamento livre sem peso. Ao mesmo tempo ele está curvando as costas, deixando os joelhos apontarem para dentro, o peso se desloca para as pontas dos pés e o quadril está “mudo”. O que você faria nessa situação?
Chamaremos de triagem a análise do movimento buscando as falhas mais graves, ou as que oferecem risco à integridade física não só do aluno em questão, mas dos alunos em sua volta. Na situação citada acima, podemos visualizar claramente que o principal erro é o deslocamento do peso para as pontas dos pés. Portanto, a primeira correção seria exatamente essa. Evite parar completamente seu aluno, a não ser quando for extremamente necessário. Ao corrigir a falha mais grave, certamente alguma outra que era consequência vai se amenizar, dando a oportunidade ao Coach para observar os detalhes mais finos. Em uma aula com 30 alunos executando movimentos técnicos ao mesmo tempo, é necessário que a nossa capacidade de diferenciar os erros e orientar com correções rápidas e eficientes seja excelente. Não existe lugar para mais ou menos: a falta de atenção pode machucar PESSOAS. Por isso, é bom lembrarmos sempre de controlar o que podemos controlar, e deixar o restante seguir o fluxo. A atenção e o foco precisam  ser 100% na nossa aula.

Por Daniel Martins

Leave a Reply
WhatsApp Chat WhatsApp Chat